Filosofia 1º ano
Colégio
Estadual Eraldo Tinoco de Mello
Disciplina:
Filosofia. Profº: Djeffson Vieira.
Série: 1º.
Turma: ____. Tempo integral.
Aluno
(a):________________________________________
Atividade virtual de
Filosofia.
1ª)
Texto 1: Sim bem primeiro nasceu Caos, depois também Terra de amplo
seio, de todos sede irresvalável sempre. (HESÍODO. Teogonia: a origem dos
deuses.)
Texto 2: Segundo a mitologia ioruba, no
início dos tempos havia dois mundos: Orum, espaço sagrado dos orixás, e Aiyê,
que seria dos homens, feito apenas de caos e água. Por ordem de Olorum, o deus
supremo, o orixá Oduduá veio à Terra trazendo uma cabaça com ingredientes
especiais, entre eles a terra escura que jogaria sobre o oceano para garantir
morada e sustento aos homens.(A Criação do Mundo.SuperInteressante)
Com base nos textos e nos conhecimentos sobre
a passagem do mito para o logos na filosofia, considere as afirmativas a
seguir.
a) As
diversas narrativas míticas da origem do mundo, dos seres e das coisas são
genealogias que concebem o nascimento ordenado dos seres; são discursos que
buscam o princípio que causa e ordena tudo que existe.
b) Os mitos representam um relato de algo
fabuloso que afirmam ter ocorrido em um passado remoto e impreciso, em geral
grandes feitos apresentados como fundamento e começo da história de dada
comunidade constituindo uma cosmologia.
c)
Para Demócrito a narrativa mitológica foi considerada, em certa medida, um modo
de expressar determinadas verdades que fogem ao raciocínio, sendo, com
frequência, algo mais do que uma opinião provável ao exprimir o vir-a-ser.
d) Quando tomado como um relato alegórico, o
mito é reduzido a um conto fictício desprovido de qualquer correspondência com
algum tipo de acontecimento, em que inexiste relação entre o real e o narrado.
e) O Mito determina que o estado inicial de
todas as coisas tem de ser indeterminado, ou seja, não se identifica com nenhum
outro elemento já descoberto.
2ª)
“De onde vem o mundo? De onde vem o universo? Tudo o que existe tem que
ter um começo. Portanto, em algum momento, o universo também tinha de ter
surgido a partir de uma outra coisa. Mas, se o universo de repente tivesse
surgido de alguma outra coisa, então essa outra coisa também devia ter surgido
de alguma outra coisa algum dia. Sofia entendeu que só tinha transferido o
problema de lugar. Afinal de contas, algum dia, alguma coisa tinha de ter
surgido do nada. Existe uma substância básica a partir da qual tudo é feito? A
grande questão para os primeiros filósofos não era saber como tudo surgiu do
nada. O que os instigava era saber como a água podia se transformar em peixes
vivos, ou como a terra sem vida podia se transformar em árvores frondosas ou
flores multicoloridas”.
(Adaptado de: GAARDER, J. O Mundo de Sofia.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o
surgimento da filosofia, assinale a alternativa correta.
a) Os pensadores pré-socráticos explicavam os
fenômenos e as transformações da natureza e porque a vida é como é, tendo como
limitador e princípio de verdade irrefutável as histórias contadas acerca do
mundo dos deuses.
b) Os primeiros filósofos da natureza tinham
a convicção de que havia alguma substância básica, uma causa oculta, que estava
por trás de todas as transformações na natureza e, a partir da observação,
buscavam descobrir leis naturais que fossem eternas.
c) Os teóricos da natureza que desenvolveram
seus sistemas de pensamento por volta do século VI a.C. partiram da ideia
unânime de que a água era o princípio original do mundo por sua enorme
capacidade de transformação.
d) A filosofia da natureza nascente adotou a
imagem homérica do mundo e reforçou o antropomorfismo do mundo dos deuses em
detrimento de uma explicação natural e regular acerca dos primeiros princípios
que originam todas as coisas.
e) Para os pensadores jônicos da natureza,
Tales, Anaxímenes e Heráclito, há um princípio originário único denominado o
ilimitado, que é a reprodução da aparência sensível que os olhos humanos podem
observar no nascimento e na degeneração das coisas.
3ª) No estudo da história da filosofia, os
primeiros filósofos são chamados de pré-socráticos. Apesar de passar a ideia de
que existiram antes de Sócrates, o termo pré-socrático indica uma tendência de
pensamento, estando relacionado também com filósofos que viveram na mesma época
de Sócrates e até mesmo depois dele. Aquilo que une os filósofos pré-socráticos
é a preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo (a physis).
Queriam entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o princípio
delas. Os filósofos pré-socráticos são divididos em escolas do pensamento:
Escola Jônica, Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística; de acordo
com o local e problemas discutidos por seus pensadores.
Com base no
texto acima é correto afirmar que a filosofia:
a) Surgiu
como um discurso teórico, sem embasamento na realidade sensível, e em oposição
aos mitos gregos.
b) Retomou
os temas da mitologia grega, mas de forma racional, formulando hipóteses
lógico-argumentativas.
c) Reafirmou
a aspiração ateísta dos gregos, vetando qualquer prova da existência de alguma
força divina.
d) Desprezou
os conhecimentos produzidos por outros povos, graças à supremacia cultural dos
gregos.
e)
Estabeleceu-se como um discurso acrítico e teve suas teses endossadas pela
força da tradição.
4ª) (UEL)
“Tales foi o iniciador da filosofia da physis, pois foi o primeiro a afirmar a
existência de um princípio originário único, causa de todas as coisas que
existem, sustentando que esse princípio é a água. Essa proposta é
importantíssima... podendo com boa dose de razão ser qualificada como a
primeira proposta filosófica daquilo que se costuma chamar civilização
ocidental.” (REALE, Giovanni. História da filosofia: Antiguidade e Idade
Média.)
a) A ética,
enquanto investigação racional do agir humano.
b) A estética,
enquanto estudo sobre o belo na arte.
c) A
epistemologia, como avaliação dos procedimentos científicos.
d) A
cosmologia, como investigação acerca da origem e da ordem do mundo.
e) A
filosofia política, enquanto análise do Estado e sua legislação.
5ª) “Ao
contrário de seus contemporâneos – como Parmênides – Heráclito não rejeitava as
contradições e queria apreender a realidade na sua mudança, no seu devir. Todas
as coisas mudam sem cessar, e o que temos diante de nós em dado momento é
diferente do que foi há pouco e do que será depois: ‘Nunca nos banhamos duas
vezes no mesmo rio’, pois, na segunda vez, não somos os mesmos, e também as
águas mudaram. Para Heráclito, o ser é múltiplo [...] por ele estar constituído
de oposições internas. O que mantém o fluxo do movimento não é o simples
surgimento de novos seres, mas a luta dos contrários [...]. É da luta que nasce
a harmonia, como síntese dos contrários.” (ARANHA, M. L. de A. Filosofar com
textos: temas e história da filosofia. São Paulo: Moderna, 2012, p.287). A
partir desta afirmação sobre a filosofia de Heráclito, assinale o que for
correto.
a) O
princípio motor do movimento é a tensão de forças concordantes entre si.
b) Na Grécia
arcaica ou pré-socrática, o curso dos rios não estava estabelecido, razão pela
qual eles mudavam de lugar de um dia para outro.
c) O
princípio do devir ou da transformação contínua visa compreender a ordenação
cosmológica do mundo.
d) O
surgimento de novos seres é explicado pela intermediação divina.
e) A
multiplicidade do real é pensada a partir do princípio lógico de não
contradição entre o ser e o não ser.
6ª) Para Jean Pierre Vernant, o nascimento da filosofia,
está ligado a condições históricas bem definidas. Entre as novidades materiais
da época, destacam-se a moeda e a escrita, e, no plano político, a isonomia e a
isegoria. Sobre as origens da Filosofia assinale a alternativa incorreta.
a) O
surgimento da filosofia pode ser entendido como passagem da palavra mágica
(inspirada por deus) àpalavra dialogada (discutida pelos homens).
b) A ágora,
ou praça pública, é um lugar de debate político onde se discutiam os interesses
dos cidadãos.
c) A
assembleia dos guerreiros, que dava aos participantes direitos iguais, é
considerada um modelo de isonomia e de isegoria.
d) A economia
pré-monetária e a oralidade marcam um modelo de pensamento mítico e concreto.
e) Os
primeiros filósofos são os sofistas, que apresentam, na academia de Atenas, um
compêndio de fragmentos sobre a metafísica.
7ª)“Para
referir-se à palavra e à linguagem, os gregos possuíam duas palavras: mythos e
lógos. Diferentemente do mythos, lógos é uma síntese de três ideias:
fala/palavra, pensamento/ideia e realidade/ser. Lógos é a palavra racional em
que se exprime o pensamento que conhece o real. É discurso (ou seja, argumento
e prova),
pensamento
(ou seja, raciocínio e demonstração) e realidade (ou seja, as coisas e os nexos
e as ligações universais e necessárias entre os seres). [...] Essa dupla
dimensão da linguagem (como mythos e lógos) explica por que, na sociedade
ocidental, podemos comunicar-nos e interpretar o mundo sempre em dois registros
contrários
e opostos: o
da palavra solene, mágica, religiosa, artística e o da palavra leiga,
científica, técnica, puramente racional e conceitual.”
(CHAUÍ, M.
Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2011, p. 187-188).
A partir do
texto, assinale a alternativa correta.
a a) O mythos é uma linguagem que não comunica
saberes e conhecimentos.
b) As coisas próprias do domínio religioso são inefáveis, ou seja, não podem ser pronunciadas e ditas
pela
linguagem humana.
c) O mythos não possui o mesmo poder de convencimento e de persuasão que o lógos.
d) O mythosé, ao mesmo tempo, o exercício da razão e sua enunciação
para os seres humanos.
e) O lógos é muito mais do que a palavra, é a expressão das qualidades essenciais do ser, a
possibilidade de
conhecer as coisas nos seus fundamentos primeiros.
8ª)“Ao
criticar o mito e exaltar a ciência, contraditoriamente o positivismo fez nascer o mito do cientificismo,
ou seja, a crença cega na ciência como
única forma de saber possível. Desse
modo, o positivismo mostra-se reducionista, já que, bem sabemos, a ciência não
é a única interpretação válida do real. De fato, existem outros modos de
compreensão, como o senso comum, a filosofia,
a arte, a religião, e nenhuma delas exclui o fato de o mito estar na raiz da inteligibilidade. A
função fabuladora persiste não só nos
contos populares, no folclore, mas
também na vida diária, quando proferimos certas palavras ricas de ressonâncias
míticas – casa, lar, amor, pai, mãe, paz, liberdade, morte – cuja definição objetiva não esgota os significados que
ultrapassam os limites da própria subjetividade.” (ARANHA, M. L.;
MARTINS, M.
H. P. Filosofando: introdução à filosofia. 4ª. ed. rev. São Paulo: Moderna, 2009, p. 32)
A partir do
trecho citado, assinale o que for correto.
a) Ao
contrário da ciência, o senso comum, a religião e a filosofia refletem uma
imagem incompleta e
precária do
real.
b) O mito do
cientificismo é a aplicação do rigor formal do método científico à dança, à
música e a diversas
outras
formas de expressão popular.
c) O
positivismo utiliza o inconsciente e o mito como forma de expressão do mundo.
d)
Explicações de caráter mítico, apesar de pertencerem ao período antigo,
sobrevivem na modernidade.
e) A função
fabuladora recupera aspectos do mito que se aproximam da razão e do método
científico.
9ª) “Mais
que um saber, a filosofia é uma atitude diante da vida, tanto no dia a dia como
nas situações-limite, que exigem
decisões cruciais. Por isso, no seu encontro com a tradição filosófica, é
preferível não recebê-la passivamente
como um produto, como algo acabado, mas compreendê-la
como processo, reflexão crítica e autônoma
a respeito da realidade.” (ARANHA, M. L. A.;
MARTINS, M.
H. P. Filosofando: introdução à filosofia. 4ª. ed. São Paulo: Moderna, 2009, p.20)
Com base no trecho
citado, assinale o que for correto.
a) A filosofia é uma forma de conhecimento que não questiona a
realidade.
b) A filosofia é um saber teórico, não pragmático, que desconsidera a
aplicação prática.
c) A filosofia é uma experiência de vida que responde às questões
fundamentais da existência.
d) A filosofia não pode ser reaberta ou discutida, pois os filósofos já
morreram.
e) A filosofia é uma ideologia, pois não se ocupa com o debate
político.
10ª)
(Uncisal) O período pré-socrático é o ponto inicial das reflexões filosóficas.
Suas discussões se prendem a Cosmologia, sendo a determinação da physis
(princípio eterno e imutável que se encontra na origem da natureza e de suas
transformações) ponto crucial de toda formulação filosófica. Em tal contexto,
Leucipo e Demócrito afirmam ser a realidade percebida pelos sentidos ilusória.
Eles defendem que os sentidos apenas capturam uma realidade superficial,
mutável e transitória que acreditamos ser verdadeira. Mesmo que os sentidos
apreendam “as mutações das coisas, no fundo, os elementos primordiais que
constituem essa realidade jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e
o real outra.
Para Leucipo
e Demócrito a physis é composta
a) pelas
quatro raízes: o úmido, o seco, o quente e o frio.
b) pela
água.
c) pelo
fogo.
d) pelo
ilimitado.
e) pelos
átomos.
Foto da atividade respondida no caderno, com nome, série, turma, turno, disciplina e enviar para o email: colegioeraldo.melo@gmail.com

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