Filosofia 3º ano
Colégio
Estadual Eraldo Tinoco de Mello
Disciplina:
Filosofia. Profº: Djeffson Vieira.
Série:
3º. Turma: ____. Turma: A
Aluno
(a):________________________________________
Atividade virtual de
Filosofia.
1ª) ODE XI do LIVRO I
Horácio não me perguntes–é vedado saber – o fim que a mim e
a ti darão os deuses Leucôno e nem babilônios números consultes antes o que for
recebe quer te atribua Júpiter muitos invernos quer o último que o mar tirreno
debilita com abruptas rochas bebe o vinho sabe a vida e corta a longa esperança
enquanto falamos foge invejoso o tempo: curte o dia desamando amanhãs (Adaptado
de: Trad. Augusto de Campos. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2016.)
Esse poema de Horácio (65 a.C. – 8 a.C.) revela um valor ou
mores romano, que é denominado hedonismo, o fundamento moral do cotidiano
romano.
Sobre esse hábito, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às
afirmativas a seguir.
( ) A influência
grega sobre a cultura romana construiu o hábito do culto ao corpo e de regras
dietéticas.
( ) A locução latina
Carpe diem, que significa aproveite o dia, expressa a moral hedonista romana.
( ) O hedonismo
implicava uma vida de comedimento e restrições, sobretudo em relação aos
hábitos de higiene.
( ) O hedonismo
preconizava a valorização do ócio e do prazer em detrimento de outras ocupações
do cotidiano.
( ) O prazer dos
romanos à mesa, com fartos banquetes e longas comemorações, era uma prática
hedonista.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a
sequência correta.
a) V, V, V, F, F.
b) V, F, F, V, V.
c) V, F, F, F, V.
d) F, V, V, F, F.
e) F, V, F, V, V.
2ª) UEL. “- Mas a cidade pareceu-nos justa, quando existiam
dentro dela três espécies de naturezas, que executavam cada uma a tarefa que
lhe era própria; e, por sua vez, temperante, corajosa e sábia, devido a outras
disposições e qualidades dessas mesmas espécies. - É verdade. - Logo, meu
amigo, entenderemos que o indivíduo, que tiver na sua alma estas mesmas
espécies, merece bem, devido a essas mesmas qualidades, ser tratado pelos
mesmos nomes que a cidade”. (PLATÃO. A república. Trad. de Maria Helena da
Rocha Pereira. 7 ed. Lisboa: Fundação CalousteGulbenkian, 1993. p. 190.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a justiça em Platão,
é correto afirmar:
a) As pessoas justas agem movidas por interesses ou por
benefícios pessoais, havendo a possibilidade de ficarem invisíveis aos olhos
dos outros.
b) A justiça consiste em dar a cada indivíduo aquilo que lhe
é de direito, conforme o princípio universal de igualdade entre todos os seres
humanos, homens e mulheres.
c) A verdadeira justiça corresponde ao poder do mais forte,
o qual, quando ocupa cargos políticos, faz as leis de acordo com os seus
interesses e pune a quem lhe desobedece.
d) A justiça deve ser vista como uma virtude que tem sua
origem na alma, isto é, deve habitar o interior do homem, sendo independente
das circunstâncias externas.
e) Ser justo equivale a pagar dívidas contraídas e restituir
aos demais aquilo que se tomou emprestado, atitudes que garantem uma velhice
feliz.
3ª) IF. DF. "Não é contrariando a natureza que as
virtudes [morais] se geram em nós. Diga-se, antes, que somos adaptados por
natureza a recebê-las e nos tornamos perfeitos pelo hábito. [..., e] pelos atos
que praticamos em nossas relações com os homens nos tornamos justos ou injustos"
(ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco)
Considerando a passagem citada, assinale a alternativa
INCORRETA.
a) Aristóteles evidencia que não basta saber para se ter uma
ação boa. Portanto, posiciona-se contra um Intelectualismo moral.
b) O hábito surge da natureza inscrita nos homens, por isso
alguns são virtuosos e outros não.
c) É preciso atentar para a qualidade dos atos praticados,
pois da sua diferença se pode determinar a diferença de caracteres.
d) Não é de menor valor que desde a juventude nos habituemos
desta ou daquela maneira virtuosa.
e) Para o homem apresentar as virtudes morais é de imensa
importância o hábito.
4ª) Com o fim do mundo helênico e o advento da Idade Média, a felicidade desapareceu do horizonte da
filosofia. Estando relacionada à vida do homem neste mundo, ela não
interessou aos filósofos cristãos como Agostinho de Hipona (354
d.C./430 d.C.), Anselmo de Canterbury (1033/1109) ou Tomás de
Aquino (1225/1274), todos santos da Igreja católica. Para a filosofia
cristã, mais do que a felicidade, o que conta é a salvação da alma.
Disponível em:<
https://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/filosofia-e-felicidade-o-que-e-ser-feliz-segundo-os-grandes-filosofos-do-passado-e-do-presente.htm#fotoNav=9>.
Acesso em: 06 mar. 2018.
Na perspectiva filosófica eminentemente ética de Santo
Agostinho, a felicidade é
A) o próprio
princípio da ética.
B) dependente da vida eterna, já que não pode ser encontrada
plenamente no plano material.
C) o exercício da liberdade.
D) encontrada na vida virtuosa.
E) fruto da onisciência divina, que destitui o ser humano de
sua liberdade e, consequentemente, da responsabilização.
5ª) Leia o texto a seguir. A prudência sugere que, para
qualquer pessoa que deseja agarrar uma chave sem perder tempo, nenhuma velocidade
é alta demais; qualquer hesitação é desaconselhada, já que a pena é pesada.
(BAUMAN, Z. Vida para Consumo: a transformação das pessoas em mercadorias.
Trad. Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. p.50.)
Com base na charge e na sociedade agorista, considere as
afirmativas a seguir.
I. Na sociedade agorista, o volume de informação disponível
é superior ao que seria consumido por uma pessoa culta do século XIII ao longo
da vida, o que gera a necessidade de proteção contra as informações
indesejadas.
II. Os sentimentos de felicidade ou a sua ausência derivam
de esperanças e expectativas, assim como de hábitos aprendidos, e tudo isso
tende a diferir de um ambiente social para outro.
III. A modernização tecnológica, materializada em
equipamentos, facilitou o acesso a produtos e transformou as ações eventuais em
hábitos diários e comuns.
IV. O consumo é uma condição estimulada pelo convívio humano
e o consumismo, um aspecto permanente e irremovível, sem limites temporais ou
históricos, natural e praticado por todos.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
6ª) Sobre a Ética do
período homérico, considere as afirmativas a seguir.
a) A separação entre
ética e estética era a caraterística do pensamento grego primitivo.
b) Nesse período não havia um pensamento ético
sistematizado, sendo o exemplo dos grandes homens o guia para a ação.
c) No período homérico, a compaixão era o elemento que
guiava as ações humanas.
d) Era uma ética fundamentalmente racional.
e) Era um período do
qual a ética era marcada por um otimismo caracterizado por um eudemonismo.
7ª)Aristóteles substitui o idealismo de Platão pelo
empirismo. A teoria ética aristotélica busca seu ideal não em uma ideia
universal e inatingível do bem, do belo e verdadeiro, mas numa concepção de felicidade, alcançada pela ação,
reflexão e experiência, consubstanciada no conceito de justiça.
(FREITAG, B.
Itinerários de Antígona. A questão da moralidade. 4.ed. Campinas: Papirus,
2005. p.30.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o conceito de
justiça em Aristóteles, assinale a alternativa correta.
a) Decorre da convenção alcançada no debate político.
b) Deriva da consciência interior de cada homem.
c) Sobrevém dos preceitos religiosos ditados pelo divino.
d) Configura-se na obediência à norma ditada pelo soberano.
e) Constitui-se a partir da mediania alcançada entre os
extremos.
8ª)As principais escolas filosóficas, na Grécia Antiga, a
partir do século III a.C., são o estoicismo e o epicurismo, que buscavam a
realização moral do indivíduo, e, como quase todas as escolas da Antiguidade,
concebem que o homem deve buscar a sabedoria e a felicidade. O principio da
ética epicurista está relacionado com a
A) atitude de desvio da dor e da procura do prazer, sendo
que a concepção do prazer é também espiritual e contribui para a paz de
espírito e o autodomínio.
B) ideia de que é pela razão que se alcança a perfeição
moral e que centra a busca dessa perfeição no amor e na boa vontade.
C) atitude de aceitação de tudo que acontece, porque tudo
faz parte de um plano superior, guiado por uma razão universal.
D) relação individual e pessoal de cada um com Deus, que é
concebido como o Criador onisciente e onipresente.
E) noção de que cada indivíduo pode escolher livremente
entre se aproximar de Deus ou se afastar Dele.
9ª) A respeito da civilização helenística escreveu o erudito
Paul Petit: “Não se poderá negar a originalidade da civilização helenística;
basta comparar a acrópole de Pérgamo à de Atenas, a história de Políbio à de
Tucídides, o estoicismo ao platonismo.”
(Idel Becker. Pequena História da Civilização Ocidental)
Quanto ao estoicismo, mencionado no texto, uma das escolas
filosóficas mais importantes, em se tratando da filosofia helenística, é
correto afirmar que:
a) considerava que a felicidade do homem consistia no
prazer, mas distinguia entre os falsos prazeres materiais e o verdadeiro prazer
que se pode alcançar pela renúncia àqueles.
b) julgava que as coisas do mundo físico, que se percebem
pelos sentidos, nada mais são do que cópias das ideias, modelos perfeitos e
eternos que só podem ser percebidos pelo espírito.
c) considerava que o mundo material existia objetivamente e
a natureza não dependia de ideia alguma, assim as formas não se situavam num
mundo exterior mais elevado e acima dos fenômenos, mas existiam nas próprias
coisas.
d) propunha que o segredo da felicidade residia, não na
procura sôfrega do prazer, mas no perfeito equilíbrio do espírito, que permite
aceitar com a mesma serenidade a sorte ou a desgraça, a riqueza ou a pobreza, o
prazer ou a dor.
e) duvidava de tudo e negava que o homem pudesse alcançar a
verdade, sendo assim o homem deveria desistir das infrutíferas cogitações sobre
a verdade absoluta e deixar de preocupar-se, meditando sobre o bem e o mal. Só
a renúncia a toda e qualquer certeza pode trazer a felicidade.
10ª) “É escandalosa a tranquilidade do mundo ocidental,
tranquilidade baseada na presunção de que essa agradável maneira de viver terá
duração indefinida. As consequências das ilusões voluntárias de antes e após
1914 não terão ensinado ao que leva essa irresponsabilidade política e moral?
Nossa época vive entre dois abismos. Compete-nos escolher: deixar-nos tombar no
abismo da ruína do homem e do universo, com a consequente extinção de toda vida
terrena, ou cobrar ânimo para nos transformarmos, dando surgimento ao homem
autêntico, ante o qual se abrirão possibilidades infinitas.” (JASPERS, 1973, p.
147).
Em tal contexto, qual o papel da filosofia?
A) Diante do possível
desastre ambiental e da destruição da humanidade, cabe à filosofia ensinar o
homem a satisfazer-se com o milagre econômico procurando tirar dele todos os
recursos para a reconstrução da vida em sociedade.
B) Diante do possível desastre ambiental e da destruição da
humanidade, cabe à filosofia tornar-se instrumento de salvação,
transformando-se em credo.
C) Diante da inevitável catástrofe, a filosofia, e só ela, é
capaz de promover a serenidade necessária para encarar a morte e a destruição
com sabedoria, buscando retirar dessa inevitável experiência de aniquilamento
uma atitude de resignação.
D) Diante do desastre possível e total, a filosofia ensina a
não nos deixarmos iludir e a encarar a catástrofe possível. Em meio à
serenidade do mundo, ela faz surgir a inquietude e proíbe a atitude tola de
considerar inevitável a catástrofe.
E) Diante da inevitável catástrofe, a filosofia preserva o
caráter prático do pensamento, ensinando o homem a se libertar da culpa.
Oferece-lhe em troca algo que só a filosofia é capaz de proporcionar: paz e
tranquilidade para uma morte digna e feliz.
Entrega
da atividade: 08/04/2020
Foto da
atividade respondida no caderno, com nome, série, turma, turno, disciplina e
enviar para o email: colegioeraldo.melo@gmail.com
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