Geografia 7º ano

COLÉGIO ESTADUAL ERALDO TINÔCO DE MELLO
DISCIPLINA : GEOGRAFIA 7° ANO


ATIVIDADE EAD 02




ENTÃO, CHEGOU  A HORA DE APROFUNDAR AS INFORMAÇÕES SOBRE A PANDEMIA.  SAÍMOS DE UMA REALIDADE LOCAL, E VAMOS PESQUISAR AGORA NUMA ESCALA MUNDIAL. PREPAREM-SE PARA ESSA VIAGEM! BOA LEITURA!


O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.O nome do vírus não foi definido pela organização. Temporariamente, recebeu a nomenclatura de 2019-nCoV.
A doença provocada pela variação originada na China foi nomeada oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como COVID-19, em 11 de fevereiro. Ainda não está claro como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento do novo vírus.
Outras variações mais antigas de coronavírus, como SARS-CoV e MERS-CoV, são conhecidas pelos cientistas. Eles também chegaram aos humanos por contato com animais: gatos, no caso da Sars, e dromedários, no vírus Mers.

A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantessétima maior cidade da China e a número 42 do mundo. O tamanho é comparável com a cidade de São Paulo, que tem mais de 12 milhões de habitantes.
O surto inicial atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan – o que despertou a suspeita de que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos. O mercado foi fechado para limpeza e desinfecção.
·         Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos. A suspeita é que tenha sido por algum animal silvestre. O tipo de animal e forma como a doença foi transmitida ainda são desconhecidos. Uma hipótese é que o novo vírus esteja associado a animais marinhos. Entretanto, ao menos duas pesquisas apontam outras possibilidades: uma delas cita a cobra e, outra, os morcegos.

Conhecendo Wuhan, a cidade chinesa onde surgiu a epidemia de coronavírus e que foi isolada:





Wuhan, na região central da China, é a sétima maior cidade do país — e entrou definitivamente no mapa mundial por ter sido origem de novo coronavírus — Foto: Getty Images

Ela pode não ser uma megalópole tão conhecida, como Pequim ou Xangai, mas é a sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo. Mas agora, Wuhan ganhou fama: é a origem de um novo tipo de coronavírus, que já infectou mais de 400 pessoas e matou pelo menos 17.
O vírus já se espalhou para vários países, incluindo Tailândia, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos. Não há registro de casos confirmados no Brasil.
Em Wuhan, capital da província de Hubei, autoridades locais admitem que estão em um "estágio crítico" de prevenção e controle.
Na quarta-feira, foi anunciado que todo o transporte da cidade chinesa seria interrompido, e a cidade parcialmente "fechada", ou seja, pessoas "sem motivos especiais" não poderiam deixar a cidade, com o objetivo de barrar a propagação do vírus.
As medidas drásticas vêm pouco antes do início das comemorações do Ano Novo Chinês, época de maior movimento de pessoas no país e no mundo.
Segundo dados das Nações Unidas para 2018, a população desta cidade é de 8,9 milhões de pessoas — mas outras fontes falam em até 11 milhões.
Ela é conhecida coloquialmente como a "panela da China" por suas altas temperaturas, sobretudo no verão.
O enclave é um importante ponto de conexão da rede de transporte do país: fica a poucas horas de trem das cidades mais importantes, o que o torna estratégico para a infraestrutura ferroviária de alta velocidade.
Justamente o tamanho e a importância econômica de Wuhan explicam em parte por que o vírus viajou tão rapidamente no sudeste da Ásia e até chegou aos Estados Unidos.
Em resumo: o vírus se espalhou assim porque muitas pessoas entram e saem de Wuhan, carregando o vírus.
As autoridades chinesas estão aconselhando as pessoas a não viajarem para lá; aos seus habitantes, recomendam que evitem multidões e minimizem reuniões com mais pessoas.
"Basicamente, não vá para Wuhan. E para aqueles em Wuhan, por favor, não deixem a cidade", disse Li Bin, vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde da China.
Além disso, ele avisou que nesta quinta-feira as autoridades suspenderiam o "transporte público urbano — metrô, balsa e transporte de passageiros de longa distância".

        

Conexões internacionais


Além disso, a cidade tem um aeroporto que a conecta com todas as regiões do mundo, direta ou indiretamente.
O Aeroporto Internacional de Wuhan transportou 20 milhões de passageiros em 2016 e oferece voos diretos para Londres, Paris, Dubai ou Nova York, entre outros.
A cidade, de acordo com seu site, é "a base tanto das indústrias de alta tecnologia como as tradicionais".
Wuhan tem várias zonas industriais, 52 instituições de ensino superior e mais de 700 mil estudantes.
Cerca de 230 das 500 maiores empresas do mundo (classificadas pela lista da Fortune Global) já investiram ali.
Os mais notáveis ​​são da França, que possuía uma "concessão estrangeira" (território arrendado) em Hankou, hoje Wuhan, entre 1886 e 1943. Há investimentos de mais de 100 empresas francesas, incluindo a Peugeot-Citroen, que tem ali um consórcio chinês.
Wuhan está começando a se parecer muito com uma cidade em quarentena.
As autoridades já avisaram aos moradores para não deixarem a cidade e pediram aos visitantes em potencial que desistissem do plano.
Agora, a interrupção do transporte público, incluindo vôos, bloqueia muitas das conexões para a cidade.
É uma tentativa notável de impedir a propagação deste novo vírus, que sabemos agora poder ser transmitido de pessoa para pessoa.
A limitação do transporte reduzirá a possibilidade do vírus chegar a outras cidades da China e a outros países do mundo.
Tudo isso ocorre quando milhões de pessoas estão viajando por todo o país para as festas do Ano Novo chinês.
Para colocar em perspectiva: imagine fechar Londres na semana anterior ao Natal.
A grande questão que resta agora são as estradas: será que alguns dos milhões de habitantes de Wuhan conseguirão deixar a cidade com seu veículo?
Segundo especialistas, embora o vírus tenha se originado em um mercado local, é o fluxo de pessoas que entra e sai de Wuhan que causou sua rápida disseminação.
O paciente infectado identificado nos Estados Unidos, por exemplo, visitou Wuhan recentemente, assim como duas pessoas infectadas no Japão. Além disso, um paciente na Coreia morava lá e o caso na Tailândia é de um turista chinês de Wuhan.
O que preocupa as autoridades agora é que esse fluxo pode aumentar à medida que o Ano Novo chinês se aproxima, e milhões de pessoas circulam para comemorar.
As celebrações oficiais começam nesta sexta-feira, dia 25, embora as viagens já tenham começado e geralmente durem até o final das festas. Esse período é conhecido como a maior "migração interna" do mundo, na qual milhões de pessoas se deslocam anualmente.
Portanto, protocolos de saúde já foram impostos em aeroportos e estações de trem com conexão com a cidade.
Mas, embora o vírus possa continuar a se espalhar rapidamente, as autoridades chinesas estão melhor preparadas agora, opina Howard Zhang.
"Após a emergência de saúde pública do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (conhecida pela sigla em inglês Sars) em 2002, que também era um coronavírus originado na China e que matou quase 800 pessoas no mundo, as autoridades de saúde chinesas aprenderam muito sobre esse tipo de situação", diz o editor.
"Naquele tempo, as autoridades levaram semanas para identificar o problema e, quando era algo conhecido no resto do mundo, já havia milhares de pessoas infectadas".
"Agora, pelo menos, já há uma infraestrutura para enfrentar o problema e esta parece estar agindo rapidamente — tanto na identificação da infecção, na confirmação dos casos e no controle de acesso à cidade", acrescenta.

Por BBC, G1
23/01/2020 11h53  Atualizado há 2 meses


Leiam com bastante atenção e aguardem cenas dos próximos capítulos!!!

                       

                                     


Entrega da atividade: 14/04/2020

Foto da atividade respondida no caderno, com nome, série, turma, turno, disciplina e enviar para o email: colegioeraldo.melo@gmail.com

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