Geografia 9º ano
COLÉGIO ESTADUAL ERALDO TINÔCO DE MELLO
DISCIPLINA : GEOGRAFIA 9°ANO
ATIVIDADE EAD 04
Leitura do texto
Por Me. Rodolfo Alves Pena
DISCIPLINA : GEOGRAFIA 9°ANO
ATIVIDADE EAD 04
Leitura do texto
Fases do capitalismo
Ao longo do tempo,
constituíram-se diferentes fases do capitalismo, etapas essas que acarretaram
profundas transformações no espaço geográfico das sociedades.
O sistema capitalista,
desde suas origens no final do século XV e início do século XVI, sofreu
diferentes transformações, passando de um modelo transitório da crise do
feudalismo a um complexo modelo de economia e sociedade. Tais transformações
ocasionaram profundas produções e transformações socioespaciais, que, em
partes, refletiram tanto as modificações nas técnicas e nos modelos produtivos
quanto resguardaram em si as heranças dessa dinâmica.
Para fins didáticos, as principais análises dividem a história com
base em três fases do capitalismo: o comercial, o industrial e o financeiro. Existem autores que ainda afirmam existir uma quarta fase: o
“capitalismo informacional” — termo desenvolvido por Manuell Castells em sua
obra “A Sociedade em Rede”. No presente texto, estão reunidos alguns esforços
para caracterizar essa periodização, com ênfase nas transformações
causadas sobre o espaço geográfico.
Capitalismo comercial
O Capitalismo
Comercial alavancou-se graças ao início da formação do sistema capitalista e a
consequente expansão do comércio internacional no contexto da Europa. Essa fase
ficou marcada pela expansão marítima comercial e também colonial, com a
formação de colônias europeias em várias partes do mundo, com destaque para as
Américas e também para o continente africano.
Nesse período, intensificou-se a prática do mercantilismo, um sistema econômico geralmente concebido como “um conjunto de
práticas” não planejadas. Esse sistema era calcado na busca e controle de
matérias-primas e metais preciosos (metalismo), além da intensiva troca
comercial internacional, em que cada Estado procurava manter uma balança
comercial favorável.
Outro desenvolvimento
importante durante essa fase do capitalismo foi a manufatura, o que foi mais
tarde desenvolvido a partir das revoluções industriais. O resultado sobre o
espaço geográfico foi a constituição de muitas cidades e o crescimento de
algumas outras, embora a população continuasse majoritariamente rural tanto nos
países imperialistas centrais quanto nas colônias e nações menos desenvolvidas.
Capitalismo Industrial
A segunda fase do capitalismo é chamada de Capitalismo Industrial
por ter sido um efeito direto da emergência, expansão e centralidade exercida
pelas fábricas graças ao processo de Revolução
Industrial iniciado em meados do século XVIII na
Inglaterra. Com isso, a luta por matérias-primas, transformadas depois em
mercadorias industrializadas, intensificou-se ao longo do globo, e a Divisão
Internacional do Trabalho foi assim estruturada: de um lado, as colônias
atuando como fornecedoras de matérias-primas e produtos primários em geral; do
outro lado, as metrópoles e países industrializados como fornecedores de
mercadorias.
Nos países desenvolvidos, notadamente na Europa e em algumas
partes da América do Norte, as cidades conheceram um boom populacional,
marcado pelo intensivo êxodo rural e pela expansão desordenada das periferias
em locais como Londres e Paris. A grande quantidade de trabalhadores empregados
nas fábricas e a difusão do pensamento econômico liberal, desenvolvido por Adam
Smith, também foram elementos característicos desse contexto, que se estendeu
até o final do século XIX e o início do século XX.
Capitalismo Financeiro
Para muitos, essa é a
atual fase do capitalismo, marcada pelo protagonismo exercido pela especulação
financeira e pela bolsa de valores, que passou a ser uma espécie de
“termômetro” sobre a economia de um país. Basicamente, essa fase do capitalismo
estrutura-se com a formação do mercado de ações e a sua especulação em termos
de valores, taxas, juros e outros.
Em algumas abordagens,
diz-se que no Capitalismo Financeiro houve uma espécie de fusão entre capital
bancário e capital industrial. Isso ocorreu porque as empresas passaram a ser
divididas em ações negociadas com base em valores e calculadas a partir do
potencial de lucratividade oferecido por tais empresas.
Alguns críticos alcunham esse período de Capitalismo Monopolista,
pois uma de suas competências é a possibilidade de união (fusão, também chamada
de truste)
entre uma ou mais empresas, ou até mesmo a compra de uma pela outra através do
investimento em ações. Nesse sentido, boa parte do mercado, em vez de ser
gerida pela lei da livre concorrência, estaria condenada ao monopólio ou ao
oligopólio, embora as grandes fusões do mercado atual não tenham extinguido a
competição.
Um exemplo de fusão entre duas empresas foi a união entre a Sadia e
a Perdigão,
ou a compra da Yahoo e da Nokia pela Microsoft,
além de inúmeros outros casos. Tal configuração também permitiu a expansão de
algumas marcas pelo mundo todo, empresas essas chamadas de multinacionais ou
globais.
O principal efeito
dessa dinâmica sobre o espaço geográfico foi a industrialização dos países
emergentes, com uma consequente e acelerada urbanização ao longo do século XX,
a exemplo do Brasil e dos chamados Tigres Asiáticos. Alguns países periféricos
também estão se industrializando, muito em função da migração dessas empresas
estrangeiras para suas áreas em busca de impostos mais baratos, fácil acesso a
matérias-primas, uma mão de obra mais barata e uma mais ampla contemplação ao
mercado consumidor.
Por Me. Rodolfo Alves Pena
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