Português 1º ano
COLÉGIO ESTADUAL ERALDO TINOCO DE MELLO
PROFª VÂNIA FREIRE ROSA
DISCIPLINA - LÍNGUA PORTUGUESA (EU, ESCRITOR) - 1º ANO DO ENSINO MÉDIO
Leia atentamente este causo:
A bela da noite
Os
antigos moradores de minha cidade contam que em uma época do passado, numa
fazenda que hoje não existe mais, havia noites de roda de viola em que todos:
casados, moças e rapazes caíam no forró até o dia clarear.
Sempre
aparecia uma linda moça que todos os rapazes e também os viúvos tentavam
cortejar, mas ela desaparecia misteriosamente. Numa noite de lua cheia, no meio
do baile, a jovem apareceu, linda como um diamante. A sua pele branca se
contrastava com o rosa do lindo vestido longo e suas mechas rolavam pelo rosto,
deixando, ainda mais belos, os olhos azuis como o mar.
Um
dos rapazes disse ao amigo “Hoje eu a levo pra casa”. Tomou-a pela mão,
conduzindo-a até o meio do salão e não a soltou mais. Ela, de nervoso, suava
frio como se estivesse morta. Não havendo outro jeito, a donzela deixou que ele
a acompanhasse até a sua casa.
Depois
de muito andar, ela disse: “Obrigada!”. “Eu a levarei até a sua casa como
prometi”, respondeu o cavalheiro. “Já chegamos.”, a moça lhe disse. “Como?”,
perguntou o rapaz assustado. “Aqui é o cemitério”. A jovem que já não estava
mais tão bela respondeu: “Moro aqui há mais de dois séculos”. Depois de dizer
isso, foi passando através do portão e desapareceu por entre os túmulos,
iluminada apenas pela única testemunha: a linda lua cheia que a tudo via, porém
nada disse.
O
jovem, por sua vez, foi encontrado semanas depois, perambulando pelas estradas
e, depois de contar a sua história para muitos, pediu ao padre para morar na
igreja de onde nunca mais saiu.
Quanto
à bela jovem, ninguém mais a viu, mas dizem que, nas noites de lua cheia, uma
linda loira, porém gelada, aparece como um sonho e abraça os moços solteiros.
Nota explicativa:
Este causo, recolhido pela aluna Maria Aparecida dos Santos, foi extraído do
Jornal Escolar “Folha da Antonina”, desenvolvido pela professora de Língua
Portuguesa, Denyse Lage Fonseca, autora desta atividade, juntamente com a
equipe de professores e os estudantes da Educação de Jovens e Adultos, da
Escola Municipal Professora Antonina Moreira, no ano de 2012, em Itabira- MG.
Acesse as edições do “Folha da Antonina”:
http://issuu.com/margaridagandra/docs/folha_da_antonina
http://issuu.com/margaridagandra/docs/folha_da_antonina_2__edi__o
1 – Pode-se
inferir sobre o gênero “causo”, exceto:
a) Trata-se de uma história que faz
parte da tradição oral de um povo.
b) O causo é passado de geração a
geração.
c) Narra-se um fato comprovado
cientificamente.
d) O causo intenciona provocar temor
aos que o ouvem ou o leem.
2 – A frase
que caracteriza o clímax da história é:
a) “Ela, de nervoso, suava frio como se
estivesse morta.”.
b) “Não havendo outro jeito, a donzela
deixou que ele a acompanhasse até a sua casa.”.
c) “Moro aqui há mais de dois séculos”.
d) “O jovem, por sua vez, foi
encontrado semanas depois, perambulando pelas estradas [...]”.
3 – São
termos utilizados para a referência à “bela na noite”, exceto:
a) a donzela
b) linda jovem
c) uma linda moça
d) ela
4 – Predominam-se
no causo, sequências do tipo:
a) descritivo
b) argumentativo
c) expositivo
d) narrativo
5 – Releia
esta passagem:
“Quanto à bela jovem, ninguém mais
a viu, mas dizem que, nas noites de lua cheia, uma linda loira, porém
gelada, aparece como um sonho e abraça os moços solteiros.”.
As palavras acima destacadas expressam,
respectivamente, as ideias de:
a) adição e oposição.
b) superioridade e conclusão.
c) superioridade e oposição.
d) comparação e adição.
6. (Enem/2013)
Disponível em:
http://clubedamafalda.blogspot.com.br. Acesso em: 21 set. 2011.
Nessa charge, o recurso
morfossintático que colabora para o efeito de humor está indicado pelo(a)
a) emprego de uma oração adversativa,
que orienta a quebra da expectativa ao final.
b) uso de conjunção aditiva, que cria
uma relação de causa e efeito entre as ações.
c) retomada do substantivo
"mãe", que desfaz a ambiguidade dos sentidos a ele atribuídos.
d) utilização da forma pronominal
"la", que reflete um tratamento formal do filho em relação à
"mãe".
e) repetição da forma verbal
"é", que reforça a relação de adição existente entre as orações.
7. (enem-2014)
Censura moralista
Há tempos que a leitura está em
pauta. E, diz-se, em crise. Comenta-se esta crise, por exemplo, apontando a
precariedade das práticas de leitura, lamentando a falta de familiaridade dos
jovens com livros, reclamando da falta de bibliotecas em tantos municípios, do
preço dos livros em livrarias, num nunca acabar de problemas e de carências.
Mas, de um tempo para cá, pesquisas acadêmicas vêm dizendo que talvez não seja
exatamente assim, que brasileiros leem, sim, só que leem livros que as
pesquisas tradicionais não levam em conta. E, também de um tempo para cá,
políticas educacionais têm tomado a peito investir em livros e em leitura.
LAJOLO, M. Disponível em:
www.estadao.com.br. Acesso em: 2 dez. 2013 (fragmento).
Os falantes, nos textos que produzem,
sejam orais ou escritos, posicionam-se frente a assuntos que geram consenso ou
despertam polêmica. No texto, a autora
a) ressalta a importância de os
professores incentivarem os jovens às práticas de leitura.
b) critica pesquisas tradicionais que
atribuem a falta de leitura à precariedade de bibliotecas.
c) rebate a ideia de que as políticas
educacionais são eficazes no combate à crise de leitura.
d) questiona a existência de uma
crise de leitura com base nos dados de pesquisas acadêmicas.
e) atribui a crise da leitura à falta
de incentivos e ao desinteresse dos jovens por livros de qualidade.
8. (Enem/2015)
MAGRITTE, R. A reprodução proibida.
Óleo sobre tela, 81,3 x 65 cm. Museum Bijmans Van Buningen, Holanda, 1937.
O Surrealismo configurou-se como uma
das vanguardas artísticas europeias do início do século XX. René Magritte,
pintor belga, apresenta elementos dessa vanguarda em suas produções. Um traço
do Surrealismo presente nessa pintura é o(a):
a) justaposição de elementos
díspares, observada na imagem do homem no espelho.
b) crítica ao passadismo, exposta na
dupla imagem do homem olhando sempre para frente.
c) construção de perspectiva,
apresentada na sobreposição de planos visuais.
d) processo de automatismo, indicado
na repetição da imagem do homem.
e) procedimento de colagem,
identificado no reflexo do livro no espelho.
9. (Enem/2016)
Antiode
Poesia, não será esse
o sentido em que
ainda te escrevo:
flor! (Te escrevo:
flor! Não uma
flor, nem aquela
flor-Virtude – em disfarçados
urinóis).
Flor é a palavra
flor; verso inscrito
no verso, como as
manhãs no tempo.
Flor é o salto
da ave para o voo:
o saltofora do sono
quando seu tecido
se rompe; é uma explosão
posta a funcionar,
como uma máquina,
uma jarra de flores.
MELO NETO, J. C. Psicologia da
composição Rio de Janeiro Nova Fronteira, 1997 (fragmento)
A poesia é marcada pela recriação do
objeto por meio da linguagem, sem necessariamente explicá-lo. Nesse fragmento
de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 1945, o sujeito lírico propõe
a recriação poética de
a) uma palavra, a partir de imagens
com as quais ela pode ser comparada, a fim de assumir novos significados.
b) um urinol, em referência às artes
visuais ligadas às vanguardas do início do século XX.
c) uma ave, que compõe, com seus
movimentos, uma imagem historicamente ligada à palavra poética.
d) uma máquina, levando em
consideração a relevância do discurso técnico-científico pós-Revolução
Industrial.
e) um tecido, visto que sua
composição depende de elementos intrínsecos ao eu lírico.
10. (Enem/2017)
Essas moças tinham o vezo de
afirmar o contrário do que desejavam. Notei a singularidade quando principiaram
a elogiar o meu paletó cor de macaco. Examinavam-no sérias, achavam o pano e os
aviamentos de qualidade superior, o feitio admirável. Envaideci-me: nunca havia
reparado em tais vantagens. Mas os gabas se prolongaram, trouxeram-me
desconfiança. Percebi afinal que elas zombavam e não me susceptibilizei. Longe
disso: achei curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das
grosserias a que me habituara. Em geral me diziam com franqueza que a roupa não
me assentava no corpo, sobrava nos sovacos.
RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro:
Record, 1994.
Por meio de recursos linguísticos, os
textos mobilizam estratégias para introduzir e retomar ideias, promovendo a
progressão do tema. No fragmento transcrito, um novo aspecto do tema é
introduzido pela expressão
a) "a singularidade".
b) "tais vantagens".
c) "os gabos".
d) "Longe disso".
e) "Em geral".
Entrega
da atividade: 06/05/2020
Foto
da atividade respondida no caderno, com nome, série, turma, turno, disciplina e
enviar para o email: colegioeraldo.melo@gmail.com


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