Português 9º ano

Colégio Estadual Eraldo Tinoco de Melo
Disciplina: Português                Professora: Alba                Data: 29/04/2020
Série: 9º Ano             Turma:_______                      Turno:______________
Aluno (a):___________________________________________________


Produção de texto.
(Redação)

- Faça como a autora do Texto “A Arte de ser feliz”, releia o texto e encontre à sua volta pequenas felicidades certas ou pequenas infelicidades certas?

- Organize suas ideias, pense um pouco nas coisas que constituem para você felicidades, como também infelicidades.

- Afinal há mais felicidades ou infelicidades certas?

Obedeça a ordem na sua produção
1º parágrafo – Introdução
2º parágrafo – Desenvolvimento
3º parágrafo - Conclusão


Entrega da atividade:06/05/2020
Foto da atividade respondida no caderno, com nome, série, turma, turno, disciplina e enviar para o email: colegioeraldo.melo@gmail.com



Arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidades que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era numa época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Ás vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles


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