Português 1º ano
Colégio Estadual Eraldo Tinoco de Melo
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA – Série: 1º ano Turma:_____ Turno: ___________
PROF.Vânia DATA:08/04/2020
ALUNO (A):
____________________________________________________________________
Orientações
Vamos aprofundar um pouco mais o
nosso conhecimento sobre os gêneros textuais, analisando alguns exemplares da
linguagem que fazem parte do nosso dia-a-dia. Para isso, siga o roteiro
delineado a seguir.
- Faça um levantamento dos aspectos
linguísticos e contextuais que definem o gênero dos textos. Observe:
a) Vocabulário: cada gênero tem um
vocabulário mais ou menos específico ou um campo semântico próprio. Observe nos
textos se o vocabulário chama a atenção por algum motivo.
b) Ortografia: como é a ortografia
do texto? De acordo com o padrão ou contém “erros”?
c) Estrutura da oração: observe a
extensão das frases dos textos analisados. Há textos de frases mais curtas e
outros de frases mais longas. Por quê? A extensão das frases é indiferente para
o significado do texto ou ela modifica de algum modo a compreensão?
d) Concordância: assinale se houver
formas que se consideram inadequadas de concordância verbal e nominal.
e) Aspecto gráfico: observe a divisão
em parágrafos, a disposição das linhas, o emprego de palavras em itálico, em
negrito, em caixa alta, sublinhada, com iniciais maiúsculas. O aspecto gráfico
tem alguma função?
f) Origem e data: não deixe de
perceber o lugar no qual o texto foi publicado. Ou seja, fique atento à
referência bibliográfica, fonte do texto. Observe também a data de publicação.
g) Intenção: com que intenção o
texto foi escrito? É um texto bem-sucedido, isto é, a intenção corresponde ao
resultado?
h) Polissemia: o texto contém duplo
sentido ou ambiguidade? O texto tem significados diferentes para o leitor a ou
b, ou até para o mesmo leitor, em situações diversas? Por quê? Isso é positivo
ou negativo?
i) Metalinguagem: o texto apresenta
referência a própria linguagem? O texto reflete sobre o seu processo de
produção?
j) Intertextualidade: o texto faz
referência a outros textos? Essa referência é determinante para a sua
compreensão?
l) Conhecimento de mundo: para
compreender o texto, é necessário acessar informações que circulam no contexto
atual, mas não estão explícitas no texto?
m) Considerando tudo que você
analisou, em quais gêneros você classificaria os textos? Justifique a sua
resposta.
⮚ TEXTO 1
Para Amy, com carinho, do seu irmão Alex
Mostra
em Londres traz em fotos, cartas, roupas a intimidade de Amy Winehouse, que
morreu há dois anos
Há dois anos, no dia 23 de julho,
aos 27 anos, morria a cantora Amy Winehouse, oficialmente por overdose
alcoólica. Em 2013, quando a cantora completaria 30 anos de idade - em 14 de
setembro - uma grande mostra foi aberta, em Londres, para homenageá-la.
Localizada no Museu Judaico, em Camden Town, o bairro que virou sinônimo de Amy
Winehouse, a exibição traz peças da intimidade da cantora, algumas reveladoras,
que ajudarão os fãs a compreender mais da mente por trás da voz e da música,
além de sua grande forte personalidade.
Organizada pelo irmão, Alex
Winehouse e sua mulher, Riva, a exposição Amy Winehouse: Um Retrato de Família
tem como objetivo maior mostrar que a cantora era normal.
“Eu e minha esposa entramos em
contato com o museu judaico no início do ano para sediar uma exibição dedicada
a Amy. Nós sentimos que essa seria uma maneira de mostrar a ela que sentimos
sua falta, em contraste com a representação muitas vezes negativa feita pela
mídia”, disse Alex.
“Não é um memorial ou um santuário a
alguém que morreu, é um retrato de uma menina judia com grande talento. Eu não
espero tirar nenhuma recompensa dessa mostra, mas quero que os visitantes entendam
o que é ser parte da nossa família”, completa ele.
Em entrevista ao jornal britânico
Observer, recentemente, Alex admitiu que a real causa da morte da irmã foi
bulimia. “Ela teria morrido de qualquer maneira, mas o que a matou de verdade
foi a bulimia; a deixou fraca muito fraca”, revelou.
A nova exibição traz fotos (muitas
da época de colégio), cartas, CDs, livros, roupas, sapatos e anotações de Amy
desde a época de escola, que ajudam a compreender a pessoa por trás da
personalidade explosiva. Em uma redação da escola de teatro que frequentava,
Amy escrevia: “Por toda minha vida eu tive de ser barulhenta ao ponto de ser
mandada calar a boca. Você tem de gritar para ser ouvida na minha família”. Em
outro trecho, por volta dos 14 anos, ela observou: “É uma ambição antiga. Quero
que as pessoas ouçam a minha voz e esqueçam de seus problemas por cinco
minutos”.
Há uma explicação carinhosa feita
por Alex para cada peça exposta na mostra, que vai até o dia 15 de setembro.
Publicado
no jornal O Estado de S. Paulo em 26
de agosto de 2013.
⮚ TEXTO 2
Hora de reler Camus
Affonso Romano de
Sant’Anna
Pena que não guardei
aquele trabalho de estágio sobre A peste, de Albert Camus! Não que fosse algo a
ser salvo, mas poderia voltar aos tempos em que a Faculdade de Filosofia
funcionava nos três últimos andares do Edifício Acaiaca. Veria as anotações do
monsieur Sonal e meu esforço para apreender o pensamento do escritor. Camus
havia morrido uns dois anos antes, em 1960, num desastre de carro. Encontram no
seu bolso um bilhete de trem para Paris. Misteriosamente, ele decidiu, no
último momento, viajar de carro com seu editor, Michel Gallimard. Ambos
morreram ali, em Villabrevin, quando o pneu estourou e foram jogados contra uma
árvore.
Agora celebra-se o
centenário de Albert Camus. Não apenas volto às aulas de francês, e,
lembrando-me de Consuelo, Melânia, Ruth, Marcos, Heloísa e Ana Maria, vou me
indagando: où sont les neiges d’antam? Regressando ao passado (que não passa e
sempre me trespassa), vejo-me, de repente, diante da sepultura de Camus, em
Lourmarin.
Deu-se que em 1981 fui
residir em Aix-en-Provence para lecionar literatura brasileira. Num fim de
semana, saí com a família vadiando de carro pelas estradas da Provence. Foi um
momento de perfeição, como só se vê em filmes americanos. E passamos por
Fontaine-de-Vaucluse, onde viveu Petrarca. (Não é todo dia que alguém que
cresceu em Juiz de Fora pode andar onde andou Petrarca. Há que parar e beijar o
chão. Coisas maravilhosas e imprevistas têm acontecido na minha vida. Num
poema, até anotei que dormi no mesmo castelo de Gargonza onde Dante se abrigou,
fugindo dos gibelinos.)
O carro ia serenamente
por aquelas estradas, quando, na região de Luberon, vi o aviso de que era por
ali o castelo onde viveu o Marquês de Sade. Claro que fomos ao castelo. Mas uma
coisa chamou a minha atenção de antigo aluno de letras neolatinas: em algum
lugar, vi um sinal de que em Lourmarin estava a sepultura de Albert Camus.
Não se pode evitar a
morte, mas podem-se visitar alguns sepulcros enquanto é tempo. Então, tomei a
direção de cemitério de Lourmarin. Esperava encontrar uma sepultura portentosa,
afinal Camus havia ganhado o Prêmio Nobel e dividia com Sartre as honras de ser
um filosófo imprescindível. Seu ensaio O mito de Sísifo, sobre o absurdo que
tem que ser combatido com o próprio absurdo, é leitura sempre recomendável.
Pois chego lá e encontro
uma sepultura pobrinha, largada, quase miserável. Devo ter alguma fotografia
desse não evento. Até as filhas ficaram decepcionadas. Mas dei por cumprida
minha missão.
Agora é centenário de
Albert Camus. A imprensa brasileira ainda não descobriu isso, mas na França as
comemorações já começaram. O ex-presidente Sarkosy tentou até levar os restos
de Camus para o Pantheon, em Paris. (Na França, literatura é uma religião, e os
escritores são santos.) Mas a tumba de Camus continua lá na cidade que ele
escolheu para viver.
Se ele contemplou aquela
natureza repousante apenas por dois anos, ali, em Lourmarin, fizeram uma
exposição comemorativa que contrasta com a pobreza de sua sepultura. Edições de
luxo de suas obras, os livros que dedicou aos colegas escritores, sua vida
rediviva.
Camus viveu as
turbulências de seu século: foi comunista e anticomunista, nasceu na Argélia,
mas defendeu a política do governo francês, viveu a ocupação alemã da França e
era pacifista. Casou-se duas vezes e achava o casamento antinatural. Ator de
teatro, jogador de futebol, tinha aquela pose de Humphrey Bogart.
Façam o seguinte: leiam
A peste, estória da cidade vítima de uma enfermidade devastadora, e vejam o que
seus habitantes faziam para enfrentar essa calamidade.
Nem sempre a “peste” é
tão visível. Cada época tem a “peste” que merece.
Publicado
no jornal Estado de Minas em 25 de
agosto de 2013
⮚ TEXTO 3
A emenda do soneto
Antero Grego
Emerson Sheik virou o personagem da
semana. Começou de forma curiosa, com brincadeira atrevida e aparentemente
contestatória. Terminou mal, com atitude de preconceito tão acentuada quanto a
daqueles que o criticaram por ter publicado em rede social foto em que dá
beijinho num amigo. No meio tempo, se descontrolou no jogo com o Luverdense e
foi expulso depois de ficar poucos minutos em campo. Dias agitados e que talvez
marquem forte a carreira dele.
A história do selinho abriu espaço
para todo tipo de reação - sobretudo as de tom pejorativo. Nenhuma surpresa.
Difícil imaginar prevalência de serenidade em temas tabus - em nossa sociedade,
por exemplo, manifestações carinhosas entre homens despertam urticária em
machões sensíveis.
Emerson bateu pé em torno das
convicções dele, e nem precisava disso. Quem confia em si, não deve explicar-se
a todo instante, ainda mais para cobranças ignorantes. Ainda assim, num meio
preponderantemente conservador como é o do futebol, se viu obrigado a reafirmar
a heterossexualidade.
As declarações reiteradas de que a
bitoquinha era uma provocação, e servia para medir o grau de maturidade e
tolerância das pessoas, foram insuficientes. Uma comissão de notáveis da
principal facção organizada do clube teve passagem livre para uma conversa
particular com o debochado atacante.
Após encontro com a embaixada
diplomática, que tem extraordinário poder de convencimento com base em palavras
e métodos sábios o site da entidade publicou desculpas peremptórias de Emerson
a toda a nação alvinegra, com ênfase num detalhe. "Foi só uma brincadeira com
um grande amigo meu. Até porque não sou são-paulino."
Estragou tudo. Se forem fidedignas
as palavras reproduzidas pelos redatores da página oficial na internet, Emerson
pisou na bola - e feio. Se antes tivera gesto destemido, agora se acovardou. Se
no princípio ergueu bandeira contra preconceito, no final desfraldou enorme
pavilhão da intolerância.
O medo é sentimento humano - o da
morte nos persegue desde o nascimento e justifica muitas de nossas crises na
vida. Compreensível, portanto, que Emerson sinta receio de represálias, e nunca
se sabe onde podem chegar os boçais. O pedido de desculpas bastaria para
satisfazer os infelizes. Não precisava do adendo (e imagino que seja verdade o
que disse, pois não desmentiu). Assim o episódio que largou como um brado na
luta contra um preconceito fechou como reforço para pensamento retrógrado. Bola
fora e fez lembrar expressão antiga de quem criticava a xaropada de sonetos
ruins, que ficavam piores com supostos ajustes.
Publicado
no jornal O Estado de S. Paulo em 25
de agosto de 2013.
⮚ TEXTO 4
Onde está Amarildo?
⮚ TEXTO 5
Entrega
da atividade: 15/04/2020
Foto da
atividade respondida no caderno, com nome, série, turma, turno, disciplina e
enviar para o email: colegioeraldo.melo@gmail.com


Comentários
Postar um comentário