Arte 1º ano
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Colégio Estadual
Eraldo Tinôco de Mello
Data: 18/05/2020
Ano/Série: 1º
Ano Turmas: A, B e
C
Professora: Camila Najara
ENSINO MÉDIO –
ARTE – I CICLO
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8ª ATIVIDADE DE ARTE – ARTE EGÍPCIA
ATIVIDADE DE LEITURA PARA AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO
SOBRE O ASSUNTO QUE ESTAMOS TRABALHANDO: ARTE NA ANTIGUIDADE – ARTE EGÍPCIA
ARTE EGÍPCIA
Entre as civilizações
da Antiguidade, a mais longeva e uma das principais foi a que se desenvolveu no
Egito. Estendeu-se por 30 séculos de uma civilização bastante complexa em sua
organização social e riquíssima em suas realizações culturais.
Seis grandes dinastias
se sucederam: Monarquia Antiga ou Antigo Império (3100 a 2181 a.C., I – IV
dinastias faraônicas ) que se inicia com a unificação do Alto e do Baixo Egito.
Segue o primeiro
período intermediário (2181 a 2133 a.C., VII – X dinastias) obscura fase
de guerras civis e divisões internas, que dá início à Monarquia Média (2133 a
1786 a.C., XI – XII dinastias). O país, após a invasão dos Hicsos, passa
por divisões chamado de segundo período intermediário (1786 a 1567 a.C., XIII –
XVII dinastias).
A XVII dinastia, com
seu fundador Ahmose, consegue libertar e reunificar o país, iniciando a
Monarquia Recente ou Império Novo (1567 a 1088 a.C., XVIII – XX dinastias) o
momento de maior esplendor da civilização egípcia.
Com a XXI dinastia
inicia-se um período de decadência que permanece sem alteração até a conquista
pelos Romanos, no anos 30 a.C.
Como sua história e
cultura observava uma grande unidade de estilos e de objetivos o que fez que
outras civilizações não tiveram influência significativa sobre o Egito,
acontecendo o inverso quando dominada, por exemplo pelos romanos, esses outros
povos é que absorviam muito dos seus usos e costumes.
A religião invadiu
toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização
social e política, determinando o papel de cada classe social e,
consequentemente, orientando toda a produção artística desse povo.
Além de crer em deuses
que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa
vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que
viviam no presente. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação
dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos
funerários e túmulos grandiosos, o que não surpreende pelo fato dos estilos
artísticos permanecerem iguais por cerca de três mil anos.
Dessa forma, apesar da
permanência de estilo os egípcios desenvolveram-se de forma grandiosa na
literatura, nas ciências médicas e na alta matemática. O que também manteve a
civilização egípcia unificada e grandiosa.
ARQUITETURA
As pirâmides do
deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas
por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a
essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o
faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe,
ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.
A Esfinge representa o
corpo de um leão (força) e a cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na
alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos.
Obeliscos eram colocados à frente dos templos para materializar a luz
solar.
As características
gerais da arquitetura egípcia são:
- solidez e durabilidade;
- sentimento de eternidade;
- aspecto misterioso e impenetrável.
As pirâmides tinham
base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam em média duas toneladas e
meia cada uma, mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente
lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim
de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro
labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e
seus pertences. O calcário branco foi utilizado para revestir as pirâmides.
É importante destacar
que para as construções “comuns” eles utilizavam os adobes – tijolos feitos de
barro secados ao sol. As pedras eram utilizadas para as construções que deviam
ser “perenes”.
VALE DOS REIS E
RAINHAS
Vale dos Reis, situado
a 643 quilômetros ao sul do Cairo, na margem oeste do Nilo, no lado oposto ao
da atual cidade de Karnak, é rodeado por escarpas íngremes formadas por rochas
calcárias. O Vale dos Reis, parte da antiga cidade de Tebas (Luxor), foi o
local de sepultamento de quase todos os faraós da XVIII, da XIX e da XX
dinastias que reinaram, aproximadamente, entre 1550 e 1070 a.C.
Artistas e pedreiros
cavaram e decoraram quilômetros de corredores subterrâneos para a vida após a
morte de dezenas de reis, suas esposas, filhos e principais ministros. A
maioria das câmaras foi saqueada na antiguidade. Após o reinado caótico de
Ramsés XI (c. 1100 a 1070 a.C.), os enterros no vale cessaram abruptamente,
após sua morte, a milenar unificação do Estado egípcio se quebrou. O vale,
antes constantemente policiado, foi pilhado repetidamente por centenas de anos.
Nenhuma tumba conhecida sobreviveu completamente sem ter sido saqueada. A tumba
de Tutancâmon, também localizada nesse vale, foi encontrada pelo arqueólogo
britânico Howard Carter em 1922, é dela que temos maiores informações sobre a
vida no palácio com moveis e adereços ricamente adornados, assim como os ritos
fúnebres que cercavam o faraó.
O TEMPLO EGÍPCIO
O templo egípcio toma
a sua forma definitiva sob o Império Novo. A sua planta revela a transposição
em pedra do palácio real. Da mesma forma que o palácio, o templo divide-se em
três partes: a primeira reservada à introdução, a segunda à recepção e a última
à vida privada.
No interior de uma
cerca de tijolos cru fica o templo de pedra que é composto por duas partes monumentais,
precedidos por dois obeliscos, conduzindo a um pátio aberto, ornado com
colunas, A decoração ficava por conta da imensidão de colunas que sustentavam
as grandiosas construções.
Os tipos de colunas
dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel:
- Palmiforme – flores de palmeira;
- Papiriforme – flores de papiro aberta ou
fechada;
- Lotiforme – flor de lótus.
PINTURA
A decoração colorida
era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.
Suas características
gerais são:
- ausência de três dimensões;
- ignorância da profundidade;
- colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem
indicação do relevo;
- Lei da Frontalidade que determinava que o
tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça,
suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
A hierarquia na
pintura era representada pelo tamanho das pessoas, ou seja, as pessoas com
maior importância no reino, eram representadas maiores em relação as outras.
Nesta ordem de grandeza tem-se: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os
soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as
masculinas, em vermelho.
Os egípcios escreviam
usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Eles desenvolveram três formas
de escrita:
- Hieróglifos – considerados a escrita sagrada;
- Hierática – uma escrita mais simples,
utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes;
- Demótica – a escrita popular.
O Livro dos Mortos é
um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó
morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular
eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram
batidas e prensadas transformando-se em folhas.
ESCULTURA
Os escultores egípcios
representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente,
sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma
ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam frequentemente as
proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de
força e de majestade.
Os Usciabtis eram
figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde,
destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além,
muitas vezes coberto de inscrições.
Os baixos-relevos
egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade
superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes,
dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram
transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.
HIERÓGLIFOS
Foram decifrados pelo
francês Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na
Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo.
Os hieróglifos foram decifrados segundo a interpretação europeia, o que pode
ter ocasionado que muitos símbolos da escrita não foram identificados.
PRINCIPAIS ETAPAS DA
MUMIFICAÇÃO:
- era retirado o cérebro pelas narinas e
colocado em um vaso de pedra chamado Canopo. Os intestinos e outros órgãos
vitais eram retirados e preservados em urnas separadas;
- nas cavidades do corpo eram colocadas resinas
aromáticas e perfumes;
- as incisões eram costuradas e o corpo
mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio;
- após 40 dias, o corpo era lavado e enrolado
numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como
impermeabilização.
GRANDE TEMPLO DE
RAMSÉS II
Quando a grande
Barragem de Assuã foi concluída em 1970, dezenas de construções antigas do
sul do país foram, literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser.
Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os templos erguidos pelo
faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela
Unesco com recursos de vários países – um total de 40 milhões de dólares –
removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros
acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande
Templo de Ramsés II, encravado na montanha de pedra com suas estátuas do faraó
de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso patrimônio, a obra prestou
uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós.
QUEÓPS
É a maior das três
pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares.
Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição
vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de
pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.
ATIVIDADE: Apenas leitura do material – aquisição
de informação e conhecimento.




















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